
Contínuo a acreditar que se efectuam abortos clandestinos, contínuo a acreditar que são feitos abortos como método contracetivo e não tenho dúvidas que tudo isto é um gasto enorme para o nosso frágil SNS (Serviço Nacional de Saúde).
"Seja como a fonte que transborda e não como o tanque que contém sempre a mesma água"



Sensualidade, desejo e prazer, formas que extraio do toque, do teu ser. Contorno-te, com meus dedos, como se fossem lápis, sobre a cama, feita de tela de algodão. A tua pele faísca a cada toque, pulsando em arrepios de prazer. Minha boca, saboreia cada milímetro de corpo.
Minha língua desenha o teu pescoço, num traço de perfume e essências que se desprendem de ti. Meus lábios fecham-se ao abraçar os teus mamilos erectos que estremecem. Os corpos enleados, são um só novelo, da mais pura lã, na virgindade deste momento que se transforma num instante de prazer. As vozes soltam-se, dão lugar a gemidos, os corpos desatam-se em contusões, espasmos de luxúria.
O meu corpo invade o teu, numa pacífica sensação de bem estar, abraças-me, e sinto-me a deslizar por dentro de ti, quero tocar-te a alma, quero impregnar-me do teu perfume, invadir-me da tua pele. Os teus cabelos pendem sobre mim, longos, soltando fragrâncias, acariciando-me o corpo, escondendo-te a face de menina mulher que só eu conheço.
O relâmpago corta a noite no instante em que juntos tocamos o Olimpo, os corpos cansados desferem o último golpe e abandonam-se à delícia deste êxtase, deixando-se simplesmente ficar, envoltos um no outro.
… Acordo para a realidade!

Final da tarde no aeroporto, à noite no seixal…
Não digas “amo-te”… Quando não sabes o que é isso;
No silêncio da noite, espero-te, olhando as estrelas. Sei que estás entre elas, conheço-te o brilho. Por maior que o Universo seja, ambos sabemos encontrar-nos, pois somos um pedaço do outro.A saudade queima-me o interior, este corpo onde habita a minha alma, quer sentir o teu, a pele clama outra pele, que apague esta chama que me arde no peito.

A chama que a vela transmite, nada ilumina mas sim é o espelho da minha alma. O ar que se movimenta, já não tem a força de outros tempos. O medo que há em mim, esse corrói cidades e vales, prédios e barcos, amores e ódios, nada me acalma, somente tenho vontade de sentir cada contorno do teu corpo, o teu suor, o teu cheiro, os teus lábios, o teu cabelo e quando no fim da linha o sentir, vou explodir de contentamento como se de uma …
Na chama de um sonho que a água alimenta diariamente, humedeceu os corpos que os corações não quiseram separar. Descobertas anatómicas, como zonas conquistadas, a cada pedacinho que se vai avançando, deixaste vencer e entregas-te de corpo e alma. Por momentos retrocedemos e por outros avançamos, em movimentos contínuos que mostram sermos um só. Cada toque no teu corpo deixa-me num estado de espírito de loucura, contracenando com a tua pele macia, arrepiada, os teus cabelos soltos, o teu olhar meigo, a vontade que mostras, o cheiro que a tua pele derrama, o contacto físico, é tudo perfeito!

Por isto e por muito mais, dia 11 vota NÃO!
Trocam-se beijos e carícias profundas, e tu? Afastas-te… Juras de amor como se de um filme se tratasse, e tu? Afastas-te… Travam-se guerras e tempestades e tu? Afastas-te… Chega-se a destinos e ao ponto final, e tu? Já não te encontras no sítio que eu predestinei para ti, para mim, para Nós... Tento agarrar no destino que se controla, mas ele voa como uma pomba, cada vez mais para longe, para um sítio que eu desconheço; Mas sigo em frente, como se de um descobridor se tratasse, o lugar não é desconhecido, não tem cor, vejo pegadas no chão, relembro-me de tudo e digo, “por aí não quero ir…”

Na minha opinião o aborto é legal (e bem) nos seguintes pontos:
> Até aos 9 meses em caso de perigo de morte;
> Até aos 6 meses (24 semanas) no caso de deficiência do feto;
> Até às 16 semanas no caso de violação
> Até às 12 semanas por razões de saúde da mulher.
Se a razão para o SIM não é parlamentarizada, porque não deixar como está?
Dia 11 VOTA SIM PELA VIDA, MAS NÃO PELO ABORTO
Sentado na janela do meu quarto vejo a rua da vida, aquela que me viu nascer, e que me verá morrer, porque não podemos fugir… Sinto a minha garganta presa, mas no meu pensamento ninguém consegue segurar, e é nele que voa todas a noites até ti, mesmo do outro lado do mundo, aquele sitio que só tu criaste, irás estar nua pronta para eu te pintar na tela branca como as nuvens, pura como a tua alma…


"Olhava eu brevemente para as tags do wordpress tentando perceber se muito já se tinha escrito sobre isto, e encontro este blog.

Jura que não vais ter uma aventura
Quase me perco na imensidão de gente que me rodeia, muito provavelmente por não me identificar com ela ou até mesmo por estar sozinho e nesses momentos divago por caminhos que me levam à loucura. Hoje, agora, aqui sozinho na esplanada que muitos consideram um sonho, eu vivo uma realidade de vida e muito perto de concretizar o desejo.
São dias estranhos, estes que me comem o tempo… Que me tira o sorriso e o brilho dos olhos, mas nesses momentos aproveitas para me fazeres estar perto de ti, não me deixas acordar e entras nos meus sonhos fazendo recordar-me do nosso passado e fazer da nossa vida um filme com um futuro ainda por escrever, ainda por viver, ainda por sonhar!
Dos olhares cruzados, das falas que os nossos corpos transmitiam, saía um perfume que aproximava os nossos corpos, como se fossem apenas um. No alto do quarto, as estrelas e a lua, apadrinhavam a nossa união. Gritos, gemidos, ofuscavam o barulho vindo de fora da tua janela, para onde olhas quando não estou a teu lado. Recordas todos os momentos vividos e invocas os deuses do Amor.
É o fogo que apaga a água, são os balões que arrebentam os espinhos, é a loucura que leva ao êxtase, são as casas que destroem os furacões, são os ratos que espantam os gatos, são as pessoas que ladram aos cães, é o ódio que leva ao amor, são os criminosos que prendem os polícias, é a paz que supera a guerra, é a menina que perdoa o menino, é o prazer que leva à dor, são os alunos que ensinam os professores, é a desordem que acalma o stress, são os oceanos que desaguam nos rios, sou eu que não me controlo, és tu que me odeias, é ele que grita, somos nós que nos amamos, são eles que nos perseguem…