"Quando pensamos ter o mundo nas mãos...... a vida dá uma volta de 180º"
Obrigado por essa viragem...
"Seja como a fonte que transborda e não como o tanque que contém sempre a mesma água"






Ruas escuras, travessas na escuridão e pracetas sem luz, percorro curvas e becos sem saída, onde por fim entro num túnel, túnel esse que apenas tem um caminho que me leva até ti, nada pode interromper esse percurso, e pouco a pouco vais saltando na minha direcção e contigo, trazes a luz que necessitava para continuar com a minha vida.
Encontro-me num planalto onde o sol brilha nas minhas lágrimas e o vento as enxuga de forma suave e subtil, olho para baixo e vejo a paz e o descanso eterno para acabar com esta dor e sofrimento que causaste em mim. No momento da decisão perco a coragem de viver, no instante do salto, sinto alguém atrás de mim, olho e lá no alto onde sempre estiveste vejo a tua alegria contracenado com a minha angústia. Escorregas e cais, e ao invés de estares ao meu nível, estás abaixo dos meus calcanhares, onde te posso espezinhar, não o farei, estaria a ser igual a ti.
Situações de prazer e loucura, contracenados com momentos de desespero e dor, são esses que as mulheres nos dão, uma mistura de sentimentos da qual ninguém está livre de lhe acontecer. Mulher, muitas vezes dito sexo fraco, mas é de tudo diferente, sendo muitas vezes, o sexo forte, com capacidade para lidar melhor com as situações e onde o sexo masculino, não consegue viver sem o companheirismo e amor que o sexo oposto, lhe proporciona. Nenhum homem, consegue viver sem a mulher…!
Momentos de prazer e excitação esses que me dás, quando olhas e dizes que gostas de mim, e ao mesmo tempo que me acaricias com o teu gesto mimado e delicado de uma princesa esquecida, por todos, mas idolatrada e protegida por mim. Vivemos num paraíso à parte onde a noite reina e a lua contempla os nossos corpos despidos, contudo a vergonha não existe e a entrega de ambos é total.

Quando vier a saudade, reinventarei as tuas palavras, os teus olhos e o teu riso. E há-de chegar o momento em que aquele que eu recordar já nada terá em comum contigo. Talvez, então, eu deixe de querer regressar ao que nunca foi e nos olhemos como os dois estranhos que nos tornámos. Se, ao menos, tivesse havido lugar para uma despedida, uma zanga, um ponto final em vez do silêncio que foi surgindo até se tornar esta distância tão difícil de percorrer; qualquer coisa a que me pudesse agarrar para te maldizer e maltratar, qualquer coisa que não esta raiva interior que, na falta de motivos, é de mim que se alimenta.
Ando como um desalojado, perdido nesta selva urbana, onde a ganância e a sua própria sobrevivência interessa, não se interessando o quanto se pode fazer sofrer as outras pessoas. Mas mesmo assim, vaguei-o pelas ruas, com a esperança de voltar a inalar aquele cheiro de maçã, com qual me derretia e me enfeitiçavas todos os dias. As noites de lua cheia deixaram de ser iguais, pois a beleza do luar já não reflecte mais em nós dois, e as palavras perpetuadas perante ela, jamais serão esquecidas pela lua e por mim claro…
Que sítio escuro é este onde me encontro, será o túnel que percorremos quando morremos, mas não vejo luz ao fundo, seria um milagre, talvez seja mesmo isso de que estou à espera, mas não, será o corredor da morte, onde esperam que a sentença seja lida, onde a angustia impera, e a esperança é a última a morrer, peço ajuda que não vem, porque os sentimentos sentidos, nada interessa ás outras pessoas, que do lado de fora apenas se interessam por si e no seu próprio bem estar, mas cedo percebo que apenas estou no meu quarto, sitio esse que todas as noites assiste aos meus pesadelos e na qual vou deambulando por situações similares e de tudo sofridas.




"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Olho para uma laranja, e vejo o reflexo de uma vida, não que a vida seja, bonita, sumarenta e de cor alegre, mas sim, pelo simples facto de muitas vezes aparentar uma realidade totalmente falsa.
O Dia de São Valentim, (Valentine’s Day, em inglês) tem a sua origem num acontecimento ocorrido na segunda metade do século III na cidade de Terni, a 75 km de Roma. O Império Romano era governado, na altura, por Claudius II (268 – 270) que estava envolvido em diversas campanhas militares consideradas demasiado sangrentas, o que levou a dificuldades na recruta de novos soldados para as legiões romanas. Tendo o Imperador considerado que a razão destas dificuldades residia no facto dos homens não quererem abandonar as suas namoradas, esposas e amantes, proibiu todos os noivados e casamentos em Roma. Contrariando essa determinação, Valentim, bispo de Terni, continuou a casar jovens apaixonados. Quando o Imperador tomou conhecimento da celebração dessas cerimónias, ordenou a decapitação do bispo Valentim, facto que ocorreu a 14 de Fevereiro de 270.